10 de fevereiro de 2013

Cobra Coral ao(s) vivo(s) em vídeos

Esta série de quatro vídeos, cujos links estão abaixo, é o único registro conhecido e apresenta um espetáculo completo (ou recital, para quem não gosta da palavra “show”) do Cobra Coral (Coral da Cultura Inglesa), sob a regência de Marcos Leite, dos muitos que o grupo fez em 1981. Neles, estive à frente da direção musical e fiz os roteiros.

Cobra Coral (Coral da Cultura Inglesa)

É provável que os vídeos apresentem o show – ou o recital – que o grupo fez na Sala Funarte-Sidney Miller, em agosto de 1981, história contada no meu texto "Às voltas com o canto coral", inserido no livro "Ensaios: Olhares sobre a Música Coral Brasileira", com a 2ª edição publicada pela Funarte, para download. (Ver aqui)

Ensaios – Olhares sobre a música coral brasileira

Foi gravado em vídeo, pelo pai de uma cantora do coral, com a iluminação do show, que era boa para os artistas no palco e péssima para as câmeras da época. Recebi-os, de presente, de uma ex-cobra coralista. Fiz uma edição simples e compartilho o resultado com todos.





13 de dezembro de 2012

Antes tarde do que nunca!


Vale a pena clicar no link abaixo, dar uma olhada nesta lista e verificar que foi a partir do 14º presidente, Franklin Pierce, é que começou a conhecida alternância dos dois principais partidos políticos no poder; ora era o Democrata, outra vez o Republicano. Assim é a democracia norte-americana.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_presidentes_dos_Estados_Unidos

A democracia brasileira é diferente e recente, muito recente. Depois da eleição direta do primeiro presidente pós-golpe militar e sua renúncia, Collor de Mello, que foi seguido pelo vice Itamar Franco, houve novas eleições, com a vitória do candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso sobre o candidato do PT, o Lula. Cardoso exerceu dois mandatos. No entanto, depois de ser derrotado por três vezes nas eleições para presidente, o candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva, venceu as eleições, derrotando seus principais oponentes que eram do PSDB. Lula governa em dois mandatos e elege a atual presidente, ou presidenta, Dilma Roussef. Como opinei acima - é apenas uma opinião, nada mais do que uma opinião -, a democracia brasileira é diferente da norte-americana e recente, muito recente. Somente agora é que começamos a alternância de partidos políticos.


Antes tarde do que nunca!...

6 de dezembro de 2012

Niemeyer

Foi-se, com Oscar Niemeyer, um grande momento do Brasil, talvez, o seu maior. Uma era que se inicia em torno da Semana de Arte Moderna de 1922 e começa a ser esmagada, aos poucos, a partir de 1º de abril de 1964, com o golpe militar e a conseqüente ditadura, e as falsas democracias que se seguiram. Foi uma época de Niemeyer, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Portinari, Jorge Amado, Burle-Marx, Anísio Teixeira, Josué de Castro, Lucio Costa, Antenor Nascentes, Astrogildo Pereira, Nelson Rodrigues, etc., etc. São tantos que se torna completamente impossível citar aqui neste pequeno espaço, sem omitir nomes ilustres. E são muitos, ainda, os movimentos e manifestos artísticos, e os grupos compostos de artistas e intelectuais que se formaram nesse período, dando enorme impulso à arte, cultura e reflexão no país. O Brasil perde, e perde muito, com a morte de Oscar Niemeyer. E o tempo, como um leiloeiro implacável, bate o seu martelo.

11 de agosto de 2012

Medalha de prata no futebol... de novo!

Ano de 1958. A seleção brasileira, jogando futebol do modo brasileiro, sem imitações, conquista a Copa do Mundo na Suécia.

Em 1966, depois de perderem a segunda Copa no Chile, cria-se, na Inglaterra, o futebol-força para parar o talento nacional - cheio de orgulho e vaidade do tipo "a gente pode fazer 10 seleções diferentes que ganharia todas!...! Não era verdade. E a força venceu a presunção.

Vem 1970 e, com simplicidade e trabalho, o talento  brasileiro derruba a força bruta e todo tipo de táticas européias e suas cópias sul-americanas.

Em 1974, os de fora inventam o futebol-novela-carrossel e param os "de dentro", que, arrogantemente, desprezaram as experiências anteriores.

Nas Copas seguintes, a mentalidade colonialista e gananciosa nacional, movida por interesses escusos - as vendas de jogadores jovens para o exterior, por exemplo -, resolve "imitar" o modo medíocre de jogar futebol dos europeus. E os pontas - direita e esquerda, os meios-de-campo, cérebros dentro de campo, verdadeiros técnicos dos times, desaparecem dos times brasileiros, substituidos por "alas", "volantes" e outras bobagens, criados pela imaginação dos "de fora", com o objetivo de "igualar" a mediocridade de lá com a daqui, anulando qualquer possibilidade de surgirem talentos com a bola. 

Talentos lá? Não. Talentos aqui. 

Não há mais lugar para Garrincha, Julinho, Edu, Paulo Cesar etc., e, muito menos Didi, Gerson, etc. e tal. Assim, o que vemos hoje é uma seleção olímpica, base da seleção de 2014, "conquistando" medalha de prata, depois de perder pela terceira vez do México numa final.

Agora, pergunto: coisas assim acontecem somente com o futebol? Apenas, uma pergunta, meus amigos, apenas uma pergunta...